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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Anestesia geral pode prejudicar memória de crianças

Em estudo, crianças submetidas a esse procedimento antes de completar um ano de vida tiveram resultados cerca de 20% piores em testes de memória

Anestesia geral: pesquisadores não encontraram diferenças no comportamento ou inteligência das crianças
Anestesia geral: pesquisadores não encontraram diferenças no comportamento ou inteligência das crianças (Thinkstock)
Um novo estudo sugere que crianças submetidas a anestesia geral antes de completar um ano podem sofrer danos permanentes à memória, que influenciam leitura, aprendizado e habilidade de se lembrar de detalhes de suas vidas. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira, no periódico Neuropsycopharmacology.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Effect of General Anesthesia in Infancy on Long-Term Recognition Memory in Humans and Rats

Onde foi divulgada: periódicoNeuropsycopharmacology

Quem fez: Greg Stratmann, Joshua Lee, Jeffrey W Sall, Bradley H Lee, Rehan S Alvi, Jennifer Shih, Allison M Rowe, Tatiana M Ramage, Flora L Chang, Terri G Alexander, David K Lempert, Nan Lin, Kasey H Siu, Sophie A Elphick, entre outros

Instituição: Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e outras

Dados de amostragem: 56 crianças de seis a onze anos

Resultado: Crianças submetidas a anestesia geral antes de um ano de vida obtiveram resultados cerca de 20% piores em testes de memória
O estudo foi realizado com 56 crianças de seis a onze anos, metade anestesiada nos primeiros doze meses de vida e metade sem histórico desse procedimento. Para testar as habilidades de reconhecimento dos pequenos, os pesquisadores mostraram a elas 80 desenhos e, depois de 5 minutos, pediram que os desenhos fossem identificados entre 160, com cores e posições alteradas. Se as crianças reconheciam o desenho, elas eram questionadas sobre a cor e a localização originais.
Em relação às cores, os pequenos que haviam sido anestesiados deram 20% menos respostas corretas do que os demais. Quanto ao reconhecimento espacial, o índice de acerto foi 21% inferior no grupo da anestesia. O desempenho foi igual entre crianças submetidas a uma ou várias anestesias antes de um ano de idade.
Os mesmos cientistas conduziram um estudo paralelo com 33 ratos anestesiados durante a primeira semana de vida. Esses animais apresentaram mais dificuldade para reconhecer certos odores do que os roedores nunca anestesiados. Nenhum rato tinha sofrido uma lesão no cérebro, o que indica, de acordo com os investigadores, que a anestesia é a causa da perda de memória.
Segundo o anestesista Greg Stratmann, professor da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo, em alguns procedimentos cirúrgicos a anestesia geral é indispensável. Há, entretanto, casos em que uso da droga poderia ser repensado, como quando seu objetivo é manter a criança imóvel na ressonância magnética.

Os pesquisadores planejam comparar crianças submetidas a anestesia geral com a local, a fim de verificar se o procedimento cirúrgico, não a anestesia em si, pode contribuir para a diferença. Eles também vão tentar determinar quando as crianças deixam de ser vulneráveis a esses efeitos.
Pesquisas anteriores mostraram que a anestesia pode destruir determinadas células nervosas e afetar o funcionamento das sinapses (conexões entre os neurônios), mas seu impacto sobre a memória humana ainda não havia sido estudado. Os cientistas reconhecem que mais estudos são necessários para determinar se o déficit de memória é reversível. "Estes resultados podem nos encorajar a fazer perguntas sobre a necessidade de certas anestesias", afirma Stratmann.
(Com Agência France-Presse)

domingo, 4 de maio de 2014

Menos refrigerantes para crianças.


Um dado apresentado por pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, revelou algo que muitos já imaginavam, infelizmente. O brasileiro está cada vez menos comendo arroz e feijão. Para piorar, o povo está cada vez mais consumindo refrigerante e cerveja.
A pesquisa foi divulgada em dezembro de 2010, conforme coleta de informações entre maio de 2008 e maio de 2009.
Essa pesquisa não é direcionada às crianças, mas seus efeitos poderão ser facilmente ligados ao público infantil. A razão é simples: pais que se alimentam inadequadamente geralmente oferecem uma refeição saudável aos filhos. Isso não significa que se o pai ingere cerveja, o filho também consumirá. Longe disso.
Mas a criança é uma "esponjinha" dos pais. Ou seja: tendem a copiar as atitudes dos pais. Se o pequeno sentar à mesa e notar que os pais comem com gosto uma maçã ou uma salada bem temperada ou então bebem um suco de laranja fresquinho, a chance de a criança se interessar por esses hábitos saudáveis é grande.
Agora um pai que traz refrigerante ou alimentos "engordativos" para casa estará contribuindo para alimentação ruim das crianças.
Tudo bem, de vez em quando é uma delícia beber refrigerante. É barato, fácil de encontrar e prático para beber (não precisa descascar ou coar), e é ótimo acompanhamento para pizzas e outras coisas. Mas o consumo diário de refrigerante é prejudicial às crianças.
Um copo cheio de refrigerante, por exemplo, contém em média de 80 a 100 calorias. Uma bomba principalmente para crianças com problemas ligados à obesidade.
É verdade que um copo com suco de laranja é tanto quanto calórico (90 calorias, em média), mas o suco fornece inúmeras propriedades nutritivas, como vitaminas e minerais. O refrigerante é paupérrimo em nutrientes.
O excesso de refrigerantes pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, devido à grande quantidade de açúcar. Não à toa, a obesidade e diabetes tipo 2 aumentaram nos Estados Unidos, maiores consumidores de refrigerante.
Lembrem-se, pais: seu filho vê você como um "super-heroi". O que você fizer ele certamente achará o máximo. Portanto, não seria interessante você dar bons exemplos alimentares ao seu filho?
Bruno Rodrigues

QUATRO DICAS PARA QUEM ESTÁ ENTRANDO NO ENSINO SUPERIOR

A saída do Ensino Médio e o início dos estudos em uma instituição de ensino superior representam uma grande mudança para a vida do jove...