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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Por produtividade, Seul permitirá soneca no trabalho.

BBC
28/07/2014 07h52 - Atualizado em 28/07/2014 07h5

A partir de agosto, funcionários públicos terão direito a cochilos de até uma hora depois do almoço.

Da BBC
Funcionários poderão usar salas e outros espaços para soneca (Foto: Getty)Funcionários poderão usar salas e outros espaços para soneca (Foto: Getty)
A prefeitura de Seul, capital da Coreia do Sul, vai permitir que os funcionários públicos cochilem por até uma hora após o almoço.
A medida faz parte de um esforço para aumentar a produtividade dos trabalhadores durante os meses do verão no hemisfério norte.
A partir de 1º de agosto, os trabalhadores terão a opção de tirar uma soneca entre as 13h e as 18h, contanto que ajustem o horário do expediente, chegando mais cedo ou saindo mais tarde.
É preciso ainda avisar o chefe logo pela manhã sobre suas intenções - e ele precisa concordar com a soneca. "Os funcionários poderão usar salas e outros espaços para descansar", disse um porta-voz da prefeitura.
"Alguns exemplos pioneiros de dar aos funcionários a possibilidade de cochilar durante o verão mostraram um resultado mais produtivo do que sem ele", disse à BBC Brasil o pesquisador Kiu Sik Bae, do Instituto Coreano do Trabalho.
Segundo o jornal The Korean Times, é a primeira vez que um esquema como este é introduzido no país.
A justificativa, segundo divulgou a mídia local, é que as pessoas tendem a perder o foco no início da tarde e depois do almoço, principalmente durante o verão.
"Muitos relatórios de saúde mostram que tirar uma soneca à tarde ajuda os trabalhadores a melhorar o desempenho e estimular a criatividade", escreveu o periódico.
Ceticismo
A ideia implantada pelo governo de Seul não é inédita. Grandes empresas, como Google, Nike, Procter & Gamble e Cisco já encorajam os funcionários a tirar um cochilo.
Na Espanha e em alguns países sul-americanos, a siesta é uma tradição comum.
A mídia sul-coreana e muitos críticos, no entanto, estão céticos quanto aos resultados da medida no país, por causa da cultura empresarial local.
Pedir permissão para tirar uma soneca fora do horário do almoço é considerado quase uma afronta.
"A maioria dos chefes não vai permitir que seus funcionários desfrutem de uma soneca durante o período do trabalho", acredita Kiu.
"Eles podem pensar que isso vai fazer a pessoa perder o respeito e a moral no trabalho", acrescentou o pesquisador.
Longa jornada
A Coreia do Sul é conhecida por ter uma das mais longas jornadas de trabalho diária no mundo.
Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os sul-coreanos trabalham em média 2.092 horas por ano. É a terceira maior carga horária entre os países membros.
Porém, a produtividade é de apenas 66% da média entre os membros da OCDE, e menos da metade quando comparada com a dos Estados Unidos.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

É bom dormir depois do almoço?

Depende. Pessoas que têm problemas de estômago ou sofrem de insônia e apnéia do sono (interrupção da respiração por mais de 10 segundos enquanto dormem) não devem cochilar depois do almoço, pois esse descanso pode, respectivamente, prejudicar a digestão e comprometer o sono da noite. Fora isso, a sesta, comum em países como Espanha e Itália, não tem qualquer contra-indicação e pode ser uma forma eficiente de recarregar as baterias. “Sem ela, o organismo de muita gente não funciona bem”, afirma a neurologista Dalva Poyares, coordenadora do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo os especialistas, além de tornar a pessoa mais ativa e produtiva, a sesta pode melhorar a digestão, pois deixa o organismo livre para concentrar suas energias no funcionamento do sistema digestor. Pesquisa realizada pela Nasa, a agência espacial norte-americana, revelou que 40 minutos de sono depois de uma refeição, no meio de uma jornada de trabalho, aumentam em 34% a capacidade produtiva. A única ressalva é quanto ao tempo de duração e ao horário do cochilo. “Para não perturbar o sono noturno, ele não pode ser superior a uma hora e deve ocorrer preferencialmente entre 13 e 17 horas, conforme o relógio biológico de cada um”, explica Dalva.

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