Mostrando postagens com marcador equipe brasileira adolescente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador equipe brasileira adolescente. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de junho de 2014

Na Copa em casa, um Brasil adolescente.

Futebol

Sérgio Xavier
Thiago Silva e Luiz Felipe Scolari se abraçam ao final da partida contra o Chile no Mineirão
Luiz Felipe Scolari afaga o capitão Thiago Silva ao final da partida contra o Chile no Mineirão (Ricardo Corrêa)
Franz Beckenbauer escreveu antes de a Copa ter início e repetiu a sentença na véspera da partida contra o Chile: o Brasil era favorito pelo fator local, mas a seleção verde-amarela apresentava um probleminha: uma equipe jovem demais, a começar pelo craque de apenas 22 anos. O kaiser alemão, campeão mundial como jogador e treinador, acha que, para leventar canecos, é fundamental ter um líder do time mais rodado.
Talvez seja despeito, ou mesmo um equívoco de Beckenbauer. O fato é que o sofrido jogo de oitavas de final em Belo Horizonte mostrou um Brasil pra lá de nervoso. Quando se olha a espinha dorsal da equipe, formada por Thiago Silva, David Luiz e Neymar, não há como não pensar na questão levantada pelo alemão. Thiago Silva quase foi às lágrimas na entrevista anterior ao jogo. David Luiz é emoção sempre. Neymar, quando acabou o jogo, desabou em um choro convulsivo à beira do gramado. Isso sem falar em Júlio César, o destaque da equipe. Ele tinha os olhos empapados de lágrimas, não depois da vitória, mas antes da cobrança dos pênaltis.
O Brasil não é Coca-Cola, mas é emoção para valer. Está na cara que o abismo que separou a primeira da segunda etapa brasileira tem algo a ver com nervos incontroláveis. No período incial, partidaço. O Brasil amarrou o Chile com uma corrente e engoliu a chave do cadeado. Marcação em cima, velocidade, defesa ajustada. Neymar tomou uma bordoada na coxa no início do primeiro tempo e, mesmo assim, foi brilhante. No intervalo, a musculatura esfriou, e Neymar precisou escolher quando iria tentar uma arrancada. Doía demais. Até aí, coisas da vida e dos gramados. O problema é que o time entrou em parafuso ao ver seu principal craque limitado. O colapso do segundo tempo foi, basicamente, emocional. Veio a prorrogação e, mais tarde, a disputa por pênaltis. O Brasil passou para as quartas, mas o jogo de Belo Horizonte deixou essa péssima impressão levantada por Beckenbauer. A juventude e o descontrole emocional da equipe assustam. Nem se trata de problema técnico, tático. Na bola, a garotada de Felipão mostrou evolução. Se desse para terminar a partida de Belo Horizonte aos
45 do primeiro tempo, todos estariam mais aliviados. Só que, nesta Copa, o Brasil não conseguiu bom jogo de noventa minutos. O segundo tempo contra o bagunçado time de Camarões também foi interessante, só que a etapa inicial havia sido um ataque de horrores.
Grandes times e seleções mostram poucas variações de uma etapa para a outra. Conseguem jogar por mais tempo com a mesma intensidade e estabilidade. O Brasil precisa amadurecer, e tem de ser na marra. Nosso time adolescente tem mais duas semanas e três jogos para virar adulto.
Daniel Kfouri/VEJA
Neymar chora após vitória da seleção brasileira contra o Chile, no Mineirão



QUATRO DICAS PARA QUEM ESTÁ ENTRANDO NO ENSINO SUPERIOR

A saída do Ensino Médio e o início dos estudos em uma instituição de ensino superior representam uma grande mudança para a vida do jove...