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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FILOSOFIA : LIVROS DIDÁTICOS EM 2012 NA REDE PÚBLICA


DE VOLTA À ESCOLA
No ano que vem, as escolas da rede pública receberão pela primeira vez, desde a ditadura, livros didáticos da disciplina para orientar o trabalho dos professores

Escultura O Pensador, do artista francês Auguste Rodin
Brasília – A filosofia vai voltar, na prática, para o conteúdo curricular dos alunos de ensino médio, depois de 47 anos fora dos currículos das escolas de educação básica no país. No ano que vem, as escolas da rede pública receberão pela primeira vez, desde a ditadura, livros didáticos da disciplina para orientar o trabalho dos professores. Foi o regime militar que baniu a filosofia das escolas.
Em 2008, uma lei trouxe de volta a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias para os estudantes do ensino médio. A professora Maria Lúcia Arruda Aranha ensinava filosofia em 1971 quando a matéria foi extinta pelo governo militar. Hoje, é uma das autoras dos livros que foram selecionados para serem distribuídos aos alunos da rede pública pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
“Ela desapareceu [a filosofia nas escolas] na década de 70 e reapareceu como disciplina optativa em 1982. Mas, nesse meio tempo, eu continuava dando aula em escola particular. A gente ensinava, só que o nome da matéria não podia constar como filosofia”, lembra.
Ela avalia que o país “demorou demais” para incluir as duas disciplinas novamente entre as obrigatórias e ainda falta “muito chão” para que elas sejam ministradas da forma adequada. Ainda faltam professores formados na área já que, por muito tempo, não havia mercado de trabalho para os licenciados e a procura pelo curso era baixa. Em 2009, 8.264 universitários estavam matriculados em cursos superiores de filosofia – 78 vezes menos do que o total de alunos de direito.
Muitas vezes são profissionais formados em outras graduações como história ou geografia que assumem a tarefa. Os livros didáticos devem ajudar a orientar os docentes no ensino da filosofia. “O livro é muito importante porque dá uma ordenação do conteúdo e propõe como o professor pode trabalhar os principais conceitos, como o que é filosofia e a história da filosofia. Mesmo o aluno formado na área, às vezes, não está acostumado a dar aula para o ensino médio, não tem dimensão de como chegar ao aluno que nunca viu filosofia na vida”, explica.
A história da filosofia, as ideias dos principais pensadores como Platão, Kant e Descartes, servem de base para ensinar aos jovens conceitos básicos como ética, lógica e política. Mas Maria Lúcia ressalta que é muito importante conectar o conteúdo com a realidade do aluno para que ele “aprenda a filosofar”.
“O professor deve apresentar o texto dos filósofos fazendo conexões com a realidade daquele tempo em que o autor vive, mas também estimular o que se pensa sobre aquele assunto hoje. Isso desenvolve a capacidade de conceituação e a competência de argumentar de maneira crítica. Ele aprende a debater, mas também a ouvir”, compara.

domingo, 17 de julho de 2011

O Florescimento da democracia.

Stephen Bartman, em seu livro OS OITO PILARES DA SABEDORIA GREGA, escreve:
“O modo de viver dos atenienses do pós-guerra foi a democracia. Uma invenção grega, esse sistema de governo floresceu principalmente em Atenas graças às reformas constitucionais promulgadas durante o século anterior às Guerras Persas.”
“A liberdade está para o indivíduo assim como a democracia está  para o Estado. Mas os atenienses foram bastante sensatos para reconhecer que liberdade e democracia, para de fato servirem à humanidade, precisam ser guiadas pelo autocontrole. A liberdade, afinal de contas, é simplesmente uma conjuntura, uma circunstância. O que fazemos com ela cabe a nós decidir. Ser livre pode tanto significar ser egoísta quanto se sacrificar em benefício dos outros. A escolha é nossa. Como Ícaro e suas asas presas com cera, podemos esbarrar nas nuvens ou perseguir o sol e morrer. Ser livre é ser responsável pela vida que escolhemos.”
“Como argumentou Platão depois da amarga experiência de ver seu mestre Sócrates ser morto, a democracia talvez seja o mais perigoso dos sistemas políticos, pois confia as decisões a uma maioria que pode facilmente mudar de opinião levada por emoções sórdidas.”
“Os gregos  aprenderam a duras  penas que não é quando estamos fracos que somos mais vulneráveis, mas quando estamos fortes. Nessas ocasiões, há uma tendência maior para cometermos atos arrogantes, para tentarmos fazer mais do que podemos, nos tornando agentes de destruição. A democracia, sobretudo, a materialmente bem-sucedida, carrega em si as sementes da própria destruição.”
Embora, o auge da civilização grega tenha ocorrido há mais de 2.000 anos atrás, os princípios da democracia, pelo menos, na teoria, continuam presentes. No entanto, Platão deixou registrado que este regime político é extremamente sensível, porque a massa votante pode ser manipulada pelos mais diversos meios de comunicação de  massa.



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