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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mulher que deixou de usar shampoo por cinco anos diz que cabelo ficou mais macio e menos oleoso.

26/06/2014 06h00 - ATUALIZADA EM: 26/06/2014 07h01 - por Redação Marie Claire

Americana abandonou o produto por temer as substâncias usadas no shampoo. Ela procurou alternativas mais naturais, mas desistiu por serem caras. Agora diz que os fios agora estão bem melhores

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MULHER DEIXA DE USAR SHAMPOO POR CINCO ANOS (Foto: GETTY IMAGES)
Lavar os cabelos diariamente não é indicado em alguns casos porque pode retirar a oleosidade natural da cabeça, que deixa a raiz saudável. Mas uma mulher de americana resolveu cortar de vez o shampoo da sua rotina diária de beleza e, atualmente, está há quase cinco anos sem usar o produto.
"Parei de usar shampoo porque estava preocupada com as substâncias que existem nele", explicou Jacquelyn Byers ao site Huffington Post. "Comecei a usar shampoo orgânico, que é natural, mas era muito caro. Então procurei algumas alternativas e descobri o bicarbonato de sódio e o vinagre de maçã", contou.
Mas o resultado, como era de se esperar, não foi muito bom, pois seu cabelo ficou seco e também oleoso em algumas partes. Por isso, Jacqueline decidiu abandonar tudo e apenas enxaguar o cabelo duas vezes por semana.
Depois de desistir de encontrar uma fórmula natural, de baixo custo e que deixasse seu cabelo com um bom aspecto, ela se surpreendeu ao perceber que os fios se recuperaram sozinhos. "Meu cabelo está mais macio, menos oleoso e com uma cor mais bonita", disse ao site do programa "Today Show", que vai ao ar nos Estados Unidos. Sua experiência também foi toda relatada em um blogpara o qual escreve.
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sábado, 23 de julho de 2011

Histórias Íntimas de um Homem Feio.

A capa do livro é sugestiva – um buraco de fechadura que lembra a genitália externa feminina. Intencional ou não, ilustra o livro da historiadora Mary del Priore – Histórias Íntimas, Sexualidade e Erotismo na História do Brasil, que se torna, pelas mãos da autora, documento vivo para que se compreenda o real e o imaginário da sexualidade humana. Desde Isabel de Castela, que morreu sem mostrar parte alguma do seu corpo, mesmo aos médicos que tentaram atendê-la, até os nossos dias, a autora, em extenso estudo, ventila o arquivo histórico de nossa sexualidade.
Afinal, por que falar deste livro tão interessante, já que claramente não tenho a menor qualidade para crítico literário? Durante a sua leitura, casualmente, vi em programação rotineira da TV, um importante homem da República a falar, academicamente, sobre relevante fato do nosso cotidiano. “Que homem feio!”, pensei casualmente. Embora muitíssimo bem-vestido, a importante figura parecia extremamente frágil em suas eruditas considerações. Escondia, ao que me pareceu, em cada citação doutrinária, o lado contrário de sua exuberante indumentária. Era, afinal, apenas um homem feio. Dito desta maneira, parece coisa politicamente incorreta.
O homem feio, certamente, não é aquele cuja fisionomia, postura, linguagem corporal, facilidade de expressão não são rigorosamente atraentes. Lembro-me, a propósito, de famoso ator do cinema francês, de algumas décadas passadas, Jean Paul Belmondo, que arrancava suspiros femininos nos quatro cantos do mundo, embora não fosse exatamente um homem bonito. Penso que, ao contrário da mulher, onde a beleza é essencial, como queria Vinícius de Moraes, esta qualidade no homem passa ao largo da aparência física.
Ao homem bonito basta apenas uma qualidade, rara, mas apenas uma – ser amado. Essa manifestação do afeto traz, implicitamente, a qualidade do belo, da beleza. De modo que, ao achar o homem feio, embora poderoso, tenho cá comigo que jamais terá experimentado uma genuína, verdadeira e fundamental carícia feminina, o desejo sexual pelo seu corpo ou, ainda, sequer o mais singelo olhar de uma mulher apaixonada. A ele resta, então, aferrar-se ao poder, que funciona tão somente como um sucedâneo do amor.
Edgard Porto é psiquiatra


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