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domingo, 8 de abril de 2012

Astronomia

Nova descoberta em Marte pode ajudar na busca de vida fora da Terra

Fotografias tiradas pela sonda Mars Express em região vulcânica mostram a existência de série de depressões na superfície do planeta

buracos Imagens em perspectiva da 'série de depressões' encontrada em região vulcânica de Marte (ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))
A Agência Espacial Europeia (ESA) informou nesta quinta-feira a descoberta de crateras nas encostas de um dos maiores vulcões de Marte. Para os pesquisadores, essas peças podem ajudar na busca de vida microscópica fora da Terra.

Glossário

VULCÕES EM MARTE
Os vulcões do planeta vermelho foram extintos. Grande parte deles está na região de Tharsis. É nessa área que  o Monte Tharsis está localizado, um conjunto de três vulcões. Ao norte dessa região fica o maior vulcão do Sistema Solar em termos de área e volume, o Alba Mons, também conhecido como Alba Patera.

As imagens, reveladas pela sonda Mars Express, foram tiradas na região vulcânica de Tharsis em junho de 2011. Entre as hipóteses que explicam o surgimento dessa série de depressões circulares, os cientistas consideram a hipótese a de que tenham sido formadas por água subterrânea. A estrutura foi comparada aos 'cenotes', formação encontrada na península mexicana de Yucatán, que surgiu quando o teto de cavernas e outras rochas se romperam.
Outra possível origem desses buracos é vulcânica. Quando o magma escorre de um vulcão, ele resfria e se solidifica em superfície formando eventualmente um tubo pelo qual continua correndo lava. Os pesquisadores acreditam que o desmoronamento do teto desses túneis, que com o tempo se tornam ocos, pode ser uma explicação para as depressões.
A ESA considera que, para a busca de vida microscópica, a primeira hipótese é a mais promissora pois indicaria a existência de estruturas semelhantes a cavernas. Essas poderiam ter servido de local de proteção para microorganismos contra as duras condições da superfície.
A agência não descartou que as crateras possam ser simples sulcos na crosta de Marte. De qualquer forma, a ESA acredita que a descoberta das marcas é importante por mostrar muitas semelhanças entre os processos geológicos da Terra e Marte.


(Com Agência EFE)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

NASA ACHA SINAIS DE FLUXO DE ÁGUA SALGADA EM MARTE.

Agência atribui manchas em encosta do planeta ao degelo sazonal. Descoberta abre possibilidade de encontrar microorganismos no planeta

Imagem combinou dados coletados em órbita com modelagens em 3-D para mostrar os fluxos que aparecem na primavera e no verão em uma encosta dentro da cratera Newotn, em Marte  
Imagem combinou dados coletados em órbita com modelagens em 3-D para mostrar os fluxos que aparecem na primavera e no verão em uma encosta dentro da cratera Newotn, em Marte (Divulgação/NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)
A Nasa anunciou nesta quinta-feira a descoberta de manchas superficiais escuras e longitudinais em encostas de Marte que poderiam ser formadas por água salgada. Elas surgem em temporadas de calor e desaparecem no inverno.
"A melhor explicação para estas observações até agora é fluxo de água salgada", disse Alfred McEwen, da Universidade do Arizona em Tucson, nos EUA, autor do artigo publicado nesta quinta-feira no periódico Science. "Estamos muito contentes com esta descoberta", assinalou.
A descoberta foi feita graças à análise de uma série de imagens obtidas pelo Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução (HiRise) do Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO, na sigla em inglês, que explora Marte desde 2006).
Observações repetidas foram realizadas para verificar a ocorrência sazonal deste fenômeno em vários pontos do hemisfério sul do planeta por um período de aproximadamente três anos marcianos — um ano marciano equivale a 687 dias na Terra.
De acordo com os pesquisadores, a salinidade diminui a temperatura necessária para a água congelar naquelas condições, possibilitando que ela assuma sua forma líquida. A água pura congelaria na superfície de Marte —  gelo já foi detectado em regiões de latitude média e alta do planeta, perto da superfície.
Vida? — A descoberta da Nasa não é prova definitiva da presença de água líquida na superfície do planeta. Lisa Pratt, bioquímica e geóloga da Universidade de Indiana, assinalou que ainda se trata de uma hipótese, mas se houver a confirmação de água em estado líquido, abre-se a possibilidade de encontrar microorganismos no planeta vermelho.
(Com agência EFE)
 

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