Mostrando postagens com marcador conhecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conhecimento. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de julho de 2011

EDUCAÇÃO: ENSINO E APRENDIZAGEM.

Jorge Bucay, médico e psicólogo argentino, em seu livro QUANDO ME CONHECI, afirma que uma parte importante de todo o conhecimento adquirido ao longo da vida é transmitida dos pais para os filhos.
Poderemos chamar esta “educação de formal,” que é transmitida por meio de ordens, conselhos, prêmios e castigos. A educação “não formal” é transmitida pelo que não é dito e é fundamental, porque as crianças têm uma tendência natural de imitar o que veem, principalmente, os exemplos dados pelos adultos.
Existe uma outra forma de ensino que se transmite de geração para geração, incluindo o que está contido em nosso material genético. Atualmente, os estudiosos do comportamento humano reconhecem que existe um verdadeiro manancial de informações que já fazem parte do nosso DNA, que colabora de  forma incisiva, juntamente com as influências emanadas de nossa sociedade, na montagem de nossas estruturas morais, éticas e sociais.
Da mesma forma, os nossos filhos terão a tarefa de levar o nosso legado além de onde nossas limitações o deixaram. E seus futuros filhos terão o compromisso de levar todos estes conhecimentos para gerações seguintes.
Em um mundo expressamente competitivo, em que as mudanças são vertiginosas, todo este aprendizado transmitido às novas gerações, cria uma condição singular de sobrevivência e perpetuação da espécie humana.
Nós fomos criados segundo a velha metáfora que dizia que educar não era dar o peixe, e sim ensinar a pescar. Hoje, em dia este pensamento continua a vigorar como se estivesse realmente adaptado aos novos tempos. Mas, na realidade, não está.
Se, por exemplo, hoje eu der uma vara de pescar ao meu filho e o ensino a pescar, provavelmente, em sua fase jovem, os meus ensinamentos relacionados ao assunto serão suficientes para que ele possa até sobreviver com a arte da pesca.
No entanto, em sua fase adulta, pode ser que não haja mais peixes para pescar, talvez, a forma ensinada não seja mais adequada à captura dos  mesmos.
Logo, penso que a tarefa dos pais, neste momento, é ensinar os filhos a criar e construir suas próprias ferramentas: fabricar sua própria vara, tecer sua própria rede , inventar suas modalidades de pesca. Com isso, é necessário admitir com bastante humildade que ensiná-lo a pescar não será suficiente para enfrentar os novos desafios de um mundo em transição.
Esta dificuldade dos pais em treinar os seus filhos para os problemas que enfrentarão no século XXI está ficando cada vez mais evidente em função do tempo em que o conhecimento humano se duplica. A diminuição progressiva do tempo de duplicação, que atualmente é de cerca de 20 anos, é uma das causas das crises existenciais entre pais e filhos.
Logo, por mais que os tempos sejam de mudanças, não poderemos deixar de passar aos nossos descendentes, um legado moral e ético em  que o respeito e a honestidade sejam marcos fundamentais na construção de uma nova sociedade.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

EDUCAÇÃO: NOVOS DESAFIOS, NOVOS PARADÍGMAS.

Publica-se cada vez mais na imprensa, que este século será o do conhecimento humano. Em nenhuma época anterior a esta que estamos vivendo, a humanidade foi atropelada por uma quantidade avassaladora de "novos saberes", principalmente através da internet.

Paradoxalmente, a esta abundância de conhecimentos que nos permite acessar as conquistas humanas em quase todas as áreas do saber, torna-se extremamente preocupante, o fato de que este excesso de conteúdo não está sendo devidamente processado em nosso cérebro. Ou seja, as informações obtidas através das diferentes fontes de consulta, não estão sendo racionalmente compreendidas e assimiladas de forma harmônica pelo nosso intelecto.

Logo, mais importante do que ter o acesso ao conhecimento, é ter tempo suficiente para refletir a respeito da sua importância e de sua aplicabilidade.

Todo este texto introdutório, justifica-se a minha preocupação em relação aos paradígmas da educação majoritária aplicada na maioria de nossas escolas. Como é do conhecimento geral, principalmente dos pais que têm filhos em idade escolar, possuidores de média à alta escolaridade, a grade curricular da maioria das instituições acadêmicas do país está centrada no Conhecimento. Os alunos, em sua maioria, são obrigados a armazenar uma quantidade absurda e muitas vezes desumana de conteúdos; algumas vezes sofisticados, para o seu grau de amadurecimento cerebral; o que de  certa forma é um contrasenso e uma perda enorme de tempo.
Recentemente foi feita uma pesquisa sobre ex-alunos, em uma tradicional universidade americana. Nesta pesquisa, a instituição procurou saber como eles  estavam no mercado de trabalho. Espantosamente, concluiu-se que os  mais bem sucedidos no mercado ocupacional não foram, preferencialmente, aqueles que obtiveram os melhores graus de aproveitamento acadêmico. Muitas vezes, pelo contrário, eram aqueles não tão brilhantes na área cognitiva, mas competentes na arte de fazer amigos, sobretudo, através das chamadas redes sociais. Utilizando estes meios de comunicação "on line ", conseguiram fazer parte de uma teia de contatos que, provavelmente, muito contribuiu para alavancar as suas carreiras profissionais.

De certa forma, nunca fui favorável a este excesso de informações imposto ao aluno. Até porque, considero que a escola deva ser um ambiente holístico, integral, agradável, desafiador e de busca natural do conhecimento como também de relacionamento social e crescimento do "eu interior" individual. Lembrando as palavras escritas no portal de entrada para consulta ao Oráculo de Delphos, famoso oráculo da antiguidade grega: " Conhece-te a ti mesmo e conhecerás a natureza e os deuses." Segundo a minha visão, a felicidade humana está dentro de cada um de nós. Para buscarmos a sua compreensão, se faz necessário, muitas vezes, tentarmos conhecer as nossas próprias verdades; como dizia Sócrates em sua frase lapidar: " Conheça-te a ti mesmo." Muitas vezes, as respostas para os nossos questionamentos estão em nosso interior. Daí, a importância da nossa introspecção. Através dela, podemos alcançar algumas de nossas raízes existencias. É sempre bom refletir que a vida é feita de escolhas. Viver é escolher, saber viver é saber escolher. O resto, é tudo consequência.

Além de ser um "banco de idéias", a escola deve desenvolver no educando, a capacidade de fazer uso da internet, também para aperfeiçoar as redes sociais, quando então o mesmo poderá aperfeiçoar a sua teia de contatos para melhor viabilizar a sua vida acadêmica.
A escola deve aprimorar no aluno, a sua capacidade de comunicação. Neste mundo globalizado, as pessoas que tiverem maior acesso à informação, e como tal, saberem transmití-las com transparência e objetividade terão maiores possibilidades de acessar as melhores vagas no mercado de trabalho. Infelizmente, no mundo  atual, não há chance para os tímidos. Uma das formas de se desenvolver esta habilidade no ambiente escolar é através dos estudos da Filosofia, Sociologia, da Psicologia e das Técnicas Teatrais.

 Neste mundo cada vez mais interativo e dinâmico, onde a competitividade está cada vez mais acirrada e desumana, percebe-se com bastante clareza, que não haverá emprego para todos. Assim sendo, a escola destes tempos, onde a única certeza é a mudança, que vem de maneira rápida, e muitas vezes, de forma irreversível, deverá preparar o seu alunado para se adequar consciente e harmonicamente a este ambientede novos desafios; onde não bastará apenas o domínio das Ciências e das Tecnologias. Será necessário empreender, já na escola, de preferência, com idéias e projetos. Será fundamental que aliado ao saber e as idéias de empreendedorismo , o estudante possa ampliar a sua rede social de contatos, e ao mesmo tempo, possa comunicar-se de forma adequada com os seus interlocutores, enfatizando com argumentos e boa capacidade de oratória, quando necessário, o seu poder de persuasão.

É imprescindível que a Escola ao atuar como um "banco do saber", possa preparar o aluno, antes de qualquer outra coisa, a ser um empreendedor de novas idéias, projetos e sonhos. Lembrando as palavras do professor francês Louis Jacques Filion: "Empreendedor é alguém que imagina, divulga e realiza visões." Inúmeros são os exemplos de pessoas que foram empreendedoras em seus projetos de vida. Através de seus sonhos, conseguiram inventar o futuro, modificaram as suas vidas e trouxeram avanços para a humanidade, através de projetos geradores de emprego e bem estar social.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Imaginação e o Futuro.

Certo mestre disse que "a imaginação fez mais pela humanidade do que o conhecimento".(1) Realmente, quem estabelece uma meta tem um pé no futuro, e a imaginação é a forma consciente de visitá-lo. Pensar no objetivo já realizado é uma maneira de inspirar e motivar a luta do dia-a-dia.
Pelo menos, uma parte da humanidade, tem consciência de que todos os avancos da ciência que geraram novas tecnologias, surgiram a partir de homens e mulheres que sonharam alto e forte. Foram pessoas vanguardistas, além do seu tempo, muitas vezes, incompreendidas, perseguidas e humilhadas por seus contemporâneos.
Logo, sonhar, imaginar, palavras mágicas que nos lançam em um universo desconhecido, precisam do estabelecimento de metas concretas, plausíveis de serem realizadas. Ou seja, os sonhos devem ser homeopáticos, como se fossem microsonhos.
À medida que forem ou não realizados, devem ser repensados para serem melhor aperfeiçoados.
(1) _ Albert Einstein.

Fte de Pesquisa: Planejamento Pessoal - Alexandre Henrique Santos.

QUATRO DICAS PARA QUEM ESTÁ ENTRANDO NO ENSINO SUPERIOR

A saída do Ensino Médio e o início dos estudos em uma instituição de ensino superior representam uma grande mudança para a vida do jove...