sábado, 5 de julho de 2014

A importância da leitura para o seu bebê.




JÚLIA MANGLANO
Sexta-Feira 04/07/14

Matéria do Estadão de domingo fala sobre a recomendação da Academia Americana de Pediatria de que os pais leiam para seus bebês. Isso é fundamental para estimular a inteligência da criança desde cedo. Veja como fazer isso.


Na edição do último domingo, o caderno Alías, do  Estadão,  trouxe uma matéria muito interessante. A reportagem de Lúcia Guimarães, Amor Impresso ,  fala sobre a recomendação da Academia Americana de Pediatria de que os pais leiam para seus filhos desde o nascimento.
A leitura é de grande importância para o desenvolvimento da inteligência dos bebês e filhos porque é uma função superior do cérebro e ajuda a desenvolver conexões neurológicas.
Além disso, é uma fonte de diversão e alegria;  proporciona a aquisição de cultura, conhecimentos e valores.
Os bebês adoram ler! Eles têm um prazer inato em aprender e os pais podem fomentar este gosto pela leitura desde pequenos.
Mas como?
Lendo histórias para eles, o que gera proximidade física, faz o bebê se sentir  amado e, além disso, a criança vai vendo como se viram as páginas, percebe que se lê da esquerda para a direita, que as palavras são separadas e que as estórias têm começo, meio e fim.
Além disso,  a leitura ajuda a desenvolver  várias habilidades nos bebês:
- poder de concentração e de observação;
- a fala;
- o vocabulário;
- criatividade e imaginação;
- pensamento lógico na futura criação de textos;
- inteligência emocional, porque percebem como outras pessoas pensam e sentem nas histórias;
- relacionamento social, porque os livros fornecem situações para que expressem seus sentimentos e suas opiniões;
- melhor compreensão do mundo e espírito crítico.

Como ler para os bebês?
- Pegá-los no colo;
- Ler em velocidade normal;
- Dramatizar os diálogos;
- Fazer comentários e apontar com o dedo os desenhos e palavras;
- Encorajar, nunca forçar e respeitar suas preferências.

Como motivar?
- Montar uma estante ou caixa para os livros do filho que fique fácil para ele alcançar;
- Colocar livros no carro e em vários ambientes da casa;
- Mostrar que os livros são preciosos, que precisam ser cuidados;
- Dar livros de presente em ocasiões especiais para mostrar o valor da leitura;
- E finalmente dar o modelo, ou seja, que os filhos vejam os pais lendo com gosto.

Ler para os filhos desde pequenos é um grande presente que os pais podem dar a eles.

“Give your child the gift of literacy!”
Glenn Doman

quinta-feira, 3 de julho de 2014

15 Ensinamentos do Caminho de Santiago.


Em 25 dias, a jornalista Marina Bessa percorreu sozinha 729 km no caminho francês para Santiago de Compostela. Tempo suficiente para imergir em uma rotina nova e aprender lições valiosas com os peregrinos.


PORMarina Bessa/ Ilustração: Vanessa Kinoshita

Edição 137



O caminho de santiago entrou na minha vida há alguns anos, quando morei em Pamplona, primeira grande cidade espanhola pela qual passa o trajeto deperegrinação mais famoso do mundo. Existem muitas rotas que levam aSantiago - o mais conhecido é o francês, que começa, oficialmente, em Saint Jean Pied de Port, na França. Mas peregrinos não gostam de determinações oficiais. Isso porque consideram que essa é uma jornada individual, que pode começar onde você desejar, ser feita como você decidir e no tempo que necessitar. Não há certo ou errado. Há apenas a sua experiência e um desejo implícito de chegar diferente ao final do percurso.

No meu caso, não houve grandes revelações, ou sensações arrebatadoras. Cheguei até a pensar que, apesar da viagem inesquecível, nenhuma transformação ocorreria.

Mas, sem nos darmos conta, a caminhada diária de cerca de oito horas nos transporta a uma realidade paralela, em que nossa jornada é construída do zero. Onde ninguém sabe quem você é, o que faz, nem mesmo como se veste. Um pé atrás do outro, um dia atrás do outro, poucas decisões a serem feitas - acordar, caminhar, comer, dormir. E, aos poucos, seu corpo e sua cabeça entram em uma sintonia inédita, que muda seu olhar, sua resistência, sua percepção dos espaços e do tempo.

Ao terminar o percurso e olhar para trás, vi que o caminho é mesmo uma metáfora da vida. Dos vários ensinamentos, listei apenas aqueles que, até o momento, consegui decifrar.


Generosidade aquece a vida

Peregrinos são, por definição, amáveis e gentis. Sempre que passam, desejam "Buen camino!". Sempre que encontram alguém cuidando dos pés, oferecem ajuda. Sempre abrem um sorriso para quem chega para dividir a mesa. Em cinco minutos, você faz amigos capazes de te ceder uma cama, oferecer os seus últimos anti-inflamatórios, diminuir o passo para te acompanhar por perceber que o dia está sendo duro para você. Acredite: você faria o mesmo. No caminho, é a predisposição em ser generosos que nos cerca de amigos e nos faz sentir queridos, protegidos e sempre acompanhados.


A gente se adapta, sempre

Eu achava que não iria caminhar sob chuva, que não iria suportar os albergues, que sentiria dor nas costas por carregar uma mochila de 6 kg durante todo o dia. Mas vi que a gente se adapta. Ao calor, ao frio, à chuva, ao vento. A gente se adapta a uma nova comida, a uma cama diferente a cada noite, aos roncos dos peregrinos cansados. A gente se adapta às pedras do caminho, ao asfalto quente, à trilha com barro encharcado. O que parecia difícil no começo logo vira uma rotina fácil de ser manejada.


A cabeça está no comando

Nos dias em que a minha meta era caminhar 20 km, os últimos quilômetros eram muito difíceis. Nos dias em que teria de caminhar 30 km, 20 eram fichinha e os últimos cinco ficavam intermináveis. Cheguei a caminhar 43 km em um dia, e adivinha? Os 30 primeiros passaram sem eu ver, e só nos últimos comecei a sentir sinais de cansaço. Não importa a quantidade: é a cabeça quem determina os limites. O corpo é forte e só chia quando ela avisa: "ei, já está quase acabando. Pode relaxar."


O corpo fala

Você quer estar bem, pés sem bolhas, pernas fortes. O melhor a fazer é cuidar para detectar qualquer sinal de problema antes que ele dê as caras deverdade. O corpo dá todas as pistas: uma sensibilidade diferente nos dedos é sinal de que uma bolha vai aparecer, uma dorzinha de leve no tornozelo pode indicar uma tendinite, muito tempo sem ir ao banheiro é sintoma dedesidratação. Quem insiste em ignorar essas mensagens tem constantemente a sua caminhada interrompida. Os que escutam e atendem a esses chamados têm um caminho bem mais fácil e aumentam consideravelmente as chances dechegar bem até o final.


A beleza está por toda parte

Algumas paisagens são obviamente bonitas: montanhas verdes sob céu azul, um rio correndo entre campos floridos. Essa paisagem existe no caminho. Mas há também os dias de chuva, vilas abandonadas, campos áridos, planícies infinitas. E todas elas dão belíssimas fotos e são capazes de emocionar. Basta procurar o ângulo certo.


Depois da tempestade, vem a bonança

Houve dias de muito sol, de céu claro. E houve dias de chuva. Nesses dias, vestia minha capa impermeável e colocava música (estratégia reservada somente para os momentos mais desafiadores). Aí eu apenas andava, sem pensar no destino. Não havia nada que pudesse ser feito: era aceitar e esperar. Podia levar algumas horas ou alguns dias, mas a chuva sempre passava. E as más lembranças eram totalmente apagadas por um novo dia desol.


O caminho mais fácil nunca é o mais bonito

Às vezes o caminho se bifurca e você pode optar por seguir por uma estrada mais curta ou pegar uma trilha mais longa e montanhosa. Quem vai pela estrada sempre chega antes e mais descansado. Quem vai pela trilha chega tarde e esgotado. Mas sempre com as melhores histórias, as fotos mais lindas e uma sensação inigualável de ter superado um desafio.


As suas escolhas constroem o seu caminho

Havia algumas escolhas a se fazer: de onde vou começar? Vou dormir em albergues ou pensões? Andar em grupo ou seguir sozinha? Sair cedo para aproveitar a cidade de destino ou ir sem pressa para chegar, aproveitando as pequenas surpresas do percurso? O caminho é feito de escolhas. Nem mais certas nem mais erradas. Mas determinantes e, muitas vezes, irreversíveis. Elas fazem com que o seu caminho seja só seu.


Um pouco de planejamento estrutura. O excesso aprisiona

Era importante começar o dia sabendo em que cidade eu pretendia dormir. Foi fundamental estudar o percurso para saber se precisava levar mais água ou algum lanche. Por outro lado, sair de casa com todas as paradas decididas, hotéis reservados e data de chegada inflexível quase tornou minha jornada burocrática. Como planejar tanto alguma coisa que você não conhece? É preciso deixar espaço para o improviso - ele pode mudar nossos planos para melhor.


Despedir-se

Faz parte da vida a gente conhece pessoas incríveis pelo caminho, com quem compartilha momentos inesquecíveis. Mas sempre chega a hora de dizer adeus - depois de um dia, uma semana ou um mês. É preciso ter consciência disso, não para evitar o apego, mas para desfrutar com intensidade cada momento que vai passar com elas. E quando for a hora de se despedir, é preciso deixar claro o quanto elas foram importantes para o seu caminho. Sua felicidade não pode depender de ninguém, mas é bom saber que com algumas pessoas você é ainda mais feliz.


Esteja sempre atento

Aos sinais o caminho é todo marcado por sinais: quem está atento dificilmente se perde. Em uma bifurcação, bastava parar, olhar atentamente e buscar a seta amarela. Ela sempre estava ali, mostrando por onde seguir. A vida também é assim, cheia de sinais. Mas é preciso estar pronto para decifrá-los (de que serve uma seta amarela na sua frente se você não sabe o que ela significa?).


Você carrega o peso dos seus medos

Para ter um caminho tranquilo, é preciso levar uma mochila leve. E o que deixa a mochila pesada são nossos medos. Medo de ficar doente, de passar frio, deter fome. E aí a mochila se enche de itens desnecessários. Há farmácias, lojas, vendas pelo caminho. Encher a mochila é sofrer por antecipação e tornar a jornada muito mais penosa.


Pessoas são a essência de tudo

Terminado o caminho, são muitas as lembranças. E elas estão cheias derostos. Às vezes me esqueço do nome de um vilarejo, mas nunca de quem me acompanhou naquele dia. Posso não me lembrar do que jantei em um restaurante, mas sempre me lembro de quem jantou comigo. Os lugares foram melhores ou piores de acordo com a companhia do dia. Cerque-se das pessoas certas e tudo estará bem.


Somos todos iguais

Na mochila cabem poucas coisas - só as essenciais. Todos usam as mesmas vestimentas, dormem em lugares simples, comem nos pequenos bares que encontram pelo caminho. Ali, a gente se despe de qualquer vaidade, perde a profissão, deixa para trás o passado. Não é possível fazer qualquer distinção entre classes sociais, raças ou credos. No caminho, resumidos à nossa essência, todos somos iguais.


O importante não é chegar, é caminhar

Chegar a Santiago não é a melhor parte, nem o dia mais importante da viagem: é só uma consequência inevitável. O desfecho do qual não é possível fugir (e quem não escolheria caminhar mais um pouco?). Mais importante que chegar é aproveitar cada dia do caminho. A nostalgia de chegar ao final é inevitável. Ela pode gerar uma tristeza imensa por representar o fim de todas as possibilidades ou ser compensada pela sensação plena de ter vivido intensamente.


Marina Bessa é jornalista, morou na Espanha e achou que o Caminho seria apenas um jeito divertido de unir turismo e atividade física.

Aos 111 anos, mulher recebe diploma de graduação de décadas após parar de ir à escola.

24/06/2014 09h16 - ATUALIZADA EM: 24/06/2014 10h03 - por Redação Marie Claire

Escola do estado americano da Virgínia entregou documento para idosa em uma cerimônia que lembrou seus trabalhos pela comunidade local

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AMERICANA GANHA DIPLOMA AOS 111 ANOS DE IDADE (Foto: GETTY IMAGES)
Lela Babb Burden, uma americana de 111 anos de idade, recebeu um diploma honorário da escola Booker T. Washington, no estado americano da Virgínia, nove décadas após parar de estudar. A homenagem reconheceu o trabalho que realizou ao longo dos anos para a comunidade local, segundo informou o site Huffington Post.
A cerimônia que entregou o documento teve a participação da família da americana e foi organizada secretamente para surpreendê-la. "A Sra. Burden contribuiu com a comunidade por 111 anos", lembrou o superintendente da escola, Samuel T. King, durante o discurso. "Ela se sacrificou, mas nunca renunciou seu comprometimento com o aprendizado durante na vida. Somos privilegiados em entregar um diploma honorário, simbolizando a importância vital da educação livre e pública para todos." Um vídeo em inglês mostra um trecho da homenagem.
Apesar da idade, a americana não perdeu a paixão pela vida, nem o interesse por assuntos políticos. Burden lê jornais todos os dias e votou na eleição presidencial dos Estados Undos em 2012. "Ainda não estou velha. Ainda sou uma jovem moça", disse Birdem quando completou os 111 anos em maio deste ano.
A americana nasceu em 1903 quando Theodore Roosevelt ainda era presidente dos EUA. Foi criada por um casal de tios, que incentivou seus estudos. Masquando estava na quarta série, uma epidemia de gripe fechou escolas da região temporariamente e nunca mais retornou.
Após deixar a instituição de ensino, Burden começou a ganhar dinheiro trabalhando como babá e limpando casas antes de se casar com um ferroviário chamado French Burden.

Foto com "jacaré de duas cabeças" faz sucesso na internet.

03/07/2014 12h20 - Atualizado em 03/07/2014 13h18

Americano diz que flagrou animal em rio na Flórida, EUA.
Imagem foi compartilhada por milhares de usuários nas redes sociais.

Do G1, em São Paulo
Uma foto publicada no Facebook que mostraria um aligátor (jacaré americano) com duas cabeças faz sucesso na internet. O americano Justin Arnold escreveu em seu perfil que fotografou o réptil na sexta-feira (27) enquanto passeava com seu cão perto do Rio Hillsborough, em Seminole Heights, no estado da Flórida (EUA).
Foto publicada no Facebook que mostraria jacaré com duas cabeças (Foto: Reprodução/Facebook/Justin Arnold)Foto publicada no Facebook mostraria jacaré com duas cabeças (Foto: Reprodução/Facebook/Justin Arnold)

Resumo sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Após a 2ª Grande Guerra Mundial, com as atrocidades cometidas pelo Nazismo de Hitler, fez-se necessário um movimento que visasse reconstruir os direitos humanos, então, dilacerados pela destruição e subjugação da pessoa humana, que culminou no extermínio de mais de 11 milhões de pessoas.

Diante desse contexto histórico é que a Organização da Nações Unidas, em assembleia geral realizada em 10 de dezembro de 1948, aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, como marco de reconstrução dos Direitos Humanos em busca do processo de universalização desses direitos, com o objetivo de evitar que esses acontecimentos ocorressem novamente.

Ao longo de seus 30 artigos, a DUDH trata de direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais, com a ideia de garantir um mínimo de DIGNIDADE para os homens.
Apesar de tecnicamente não ter um "poder vinculante" (que obriga seu cumprimento) como no caso de um tratado internacional (pois trata-se de uma DECLARAÇÃO) é o documento mais importante já adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, e sua história o faz mais que um instrumento que simplesmente oferece normas orientadoras.

A DUDH é uma fonte do direito internacional consuetudinário, ou seja, refere-se a uma prática recorrente (costumes - daí a expressão consuetudinário) entre os Estados (PAÍSES) que se origina de uma convicção de obrigação legal por parte dos membros atuantes.

Um direito é um título, uma norma de conteúdo declaratório, prerrogativas. Os Direitos Humanos são títulos legais que toda pessoa possui como ser humano, daí sua característica de UNIVERSALIDADE, pois, a todos pertencem, ricos, pobres, homens, mulheres, negros, brancos, pardos, etc. sem que haja qualquer tipo de discriminação.

Além da universalidade outra característica importante dos direitos humanos é aHISTORICIDADE, o que quer dizer que são conquistados ao longo dos tempos, principalmente com as revoluções. Entre as revoluções, talvez a mais importante para os direitos humanos é a Revolução Francesa de 1789, que defendeu entre os direitos àliberdade a igualdade e a fraternidade. Tanto que em seu artigo primeiro a DUDH trás a bandeira defendida pela revolução: 

Art. I - Todas as pessoas nascem LIVRES e IGUAIS em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito
de FRATERNIDADE.
Direitos Humanos são os direitos que o cidadão opõe contra o arbítrio do Estado, em nome de sua dignidade. São direitos essenciais, inerentes à pessoa humana e devem ser defendidos e garantidos pelo Estado. Sem esses direitos os homens seriam como coisas. A ideia é garantir um mínimo de Dignidade às pessoas.

RESUMO:
1 - Aprovada em 1948 pela Assembléia Geral das Nações Unidas;
2 - Elaborada sob o impacto das atrocidades cometidas na 2ª Guerra Mundial (a segunda guerra mundial foi em 1945);
3 - Retomou os ideais da Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade, Fraternidade - art. I da DUDH));
4 - Tecnicamente trata-se de uma recomendação e não tem poder vinculante (Declaração);
5 - Somente homens (homens e mulheres) são titulares de Direitos Humanos (seres dotados de razão e consciência - art. I da DUDH).

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vítima de abuso sexual perdoa sequestradores e mantém contato com criminosos em rede social.

01/07/2014 07h43 - ATUALIZADA EM: 01/07/2014 08h29 - por Redação Marie Claire

História da canadense mantida por 15 meses em cativeiro na Somália vira filme. Amanda Lindhout foi sequestrada quando fazia uma reportagem no país

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SEQUESTRO DA JORNALISTA AMANDA LINDHOUT SE TORNA ENREDO DE FILME DE HOLLYWOOD (Foto: TWITTER)
A jornalista canadense que foi mantida em cativeiro na Somália por 15 meses terá sua história contada em um filme. Amanda Lindhout, 33, fazia uma reportagem com o fotógrafo Nigel Brennan no país quando foram capturados por fundamentalistas islâmicos em agosto de 2008. Os dois só foram libertados depois que suas famílias pagaram cerca de R$1.300 milhão pelo resgate após negociarem com os criminosos depois de desistirem da ajuda dos governos do Canadá e Austrália.
O filme será baseado no best-seller "The House In The Sky" escrito pela própria jornalista após ser libertada. Em entrevista ao jornal "Bangor Daily News", Lindhout contou que o conceito de House In The Sky, casa no céu, em português, era o lugar em sua imaginação em que se refugiava quando sofria os constantes abusos.
"Era o lugar na minha memória e imaginação que me ajudou a sobreviver. A realidade da minha experiência foi de muita violência. Era difícil sobreviver a um dia e eu não sabia quando ou se [o abuso] teria fim."
Foi durante um destes momentos em que a jornalista teve o que ela chama de "momento de despertar", no qual ela conseguiu forças para perdoar. "Abdujllah estava abusando de mim, quando tive quase uma experiência extra corporal", lembrou. "Me peguei olhando para baixo e vendo a mim mesma no chão".
A canadense contou ter percebido que os criminosos só conheciam a violência. "Estava muito claro que meus sequestradores eram produtos de guerra e certamente foram moldados assim. Ter este entendimento me ajudou. Eles são seres humanos com histórias tristes. Isto não os faz inocentes, mas são produtos de uma cultura de violência", afirmou.
Quatro meses após o sequestro, Lindhout fundou uma ONG batizada de Global Enrichment Foundation, que dá educação para mulheres na Somália. Foi este trabalho que fez com que um dos criminosos entrassem em contato pelo Facebook e elogiasse sua iniciativa. "O fato de eles saberem do trabalho que faço agora, de saberem que escolhi a compaixão, de verem que não puderam me destruir, é a melhor justiça que pude ter", disse. 
Os direitos do filme agora são da Annapurna Pictures. A empresa produziu premiados longas como "Trapaça" e "A Hora Mais Escura". A atriz Rooney Mara, que fará o papel de Lindhout, foi indicada ao Oscar em 2012 pela interpretação no longa "Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Pesquisa: Convívio com animais favorece sistema imunológico e reduz estresse.



A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevantes e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.
De acordo com o levantamento, as vantagens independem da idade. Os pesquisadores da USP citam, por exemplo, um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães. Certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em crianças de um ano quando expostas precocemente à presença de um cão. Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, este trabalho mostra que o convívio possibilita aos bebês ficar menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas por volta dos 4 anos e dos 6 aos 7, devido à redução da imunoglubina E, um anticorpo que quando em altas concentrações sugere um processo alérgico”, afirma. De acordo com a pesquisa ainda há resistência de pessoas com filhos pequenos adquirirem um animal de estimação: 44% das residências que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de famílias com crianças até 9 anos. Um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, sendo importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, explica Carine.
            Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliaram as taxas de sobrevivência, no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio, em donos de cães, gatos e outros animais de estimação e em pessoas que não possuíam bichos. Segundo os pesquisadores, depois de determinado período, verificou-se que a posse de um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente. Já no controle de hipertensão arterial, os estudos também apontam benefícios. Profissionais que viviam em condições de estresse e faziam controle do problema com medicação foram divididos em dois grupos: os que tinham cachorro ou gato e os que não possuíam animais. A pesquisadora Maria Mascarenhas Brandão afirma que, seis meses depois do início do monitoramento, foi constatado que as taxas de pressão sanguínea diminuíram para ambos os grupos. Entretanto, nas situações geradoras de estresse a resposta foi melhor para os donos de cães. Além disso, este grupo aumentou significativamente suas taxas de acertos em contas matemáticas, em relação àqueles que não possuíam os animais.

Fonte: Blog mente e cérebro.

QUATRO DICAS PARA QUEM ESTÁ ENTRANDO NO ENSINO SUPERIOR

A saída do Ensino Médio e o início dos estudos em uma instituição de ensino superior representam uma grande mudança para a vida do jove...