domingo, 17 de julho de 2011

O DISCÓBOLO.


Míron, escultor do século V a.C., criou uma estátua representando um discóbolo perfeitamente equilibrado no instante exato que precede o lançamento do disco. Na estátua, a pose do atleta, com os braços e as costas arqueadas, encarna ao mesmo tempo a curvatura do disco e a trajetória de seu vôo, prestes a ocorrer. Ao criar a sua obra-prima, Míron quis retratar não um discóbolo em especial, mas o arremessador ideal, uma personificação consumada da excelência física e da sua busca. Tal excelência, porém, não era automática. Para atingi-la, era indispensável ter autodisciplina e determinação. Portanto, só com treinamento e concentração o atleta poderia alcançar sua meta. Por esses meios, seu potencial seria liberado e se tornaria real para que todos vissem. Embora fosse irrelevante do ponto de vista militar, o arremesso de disco fazia parte do Jogos Olímpicos porque demonstrava , de uma forma mais pura do que qualquer atividade competitiva, o fascínio da alma grega pela perfeição.

Fonte de Pesquisa: Os Oito Pilares da Sabedoria Grega - Stephen Bertman.

A Tentação de Ulisses.

Stephen Bertman em seu livro OS OITO PILARES DA SABEDORIA GREGA, narra a história de que voltando para casa depois do fim do combate, Ulisses naufragou na ilha da deusa Calipso. Lá, os dois se apaixonaram. Tropical e luxuriante, a ilha era lugar remoto, um verdadeiro paraíso onde ninguém mais vivia.
Calipso sabia que Ulisses, por ser mortal, algum dia iria morrer e que ela ficaria sozinha novamente. Por isso, a bela deusa lhe deu a chance de conquistar a vida eterna, oferecendo-lhe néctar e ambrosia, os alimentos dos deuses. Se aceitasse a oferenda, Ulisses estaria livre da morte e viveria para sempre, desfrutando os  prazeres dos sentidos ao lado dela.
Semanas depois de sua proposta, no entanto, ela o encontrou chorando na praia, o olhar perdido no horizonte, tentando avistar o  lar de onde partira fazia 20 anos.
Não era exatamente por sua casa que chorava, nem por saudade da mulher, nem pelo filho que deixara ainda criança e que se tornara adulto durante os longos anos que Ulisses passara na guerra e no mar. Chorava por saber que precisavam dele para corrigir os erros que tinha afetado o seu reino nos anos em que estivera fora. Somente se voltasse poderia se tornar outra vez marido, pai e rei, agindo como só ele poderia agir, ocupando o vazio que deixara ao partir.
Ulisses recusou a oferta de Calipso de se tornar um deus e escapar da morte, pois escolher viver ali significaria desistir da vida. Naquela ilha paradisíaca, onde tudo seria previsível e seguro, disponível e gratuito, uma coisa estaria faltando: um futuro no qual ele pudesse se atirar de corpo e alma.
Os gregos acreditavam que, durante a vida, o objetivo dos homens é terminar uma tarefa incompleta, e que é essa missão – mesmo que vagamente percebida – que atribui o significado à nossa existência, qualquer que seja o perigo.
Calipso  ofereceu a Ulisses tudo o que ele era, mas lhe negou tudo o que ele poderia vir a ser. Naquela ilha exuberante porém deserta, um deus poderia viver, mas não um homem. Não por acaso a deusa se chamava Calipso, nome que significa “aquela que esconde “, pois, se seu amado decidisse ficar e viver com ela para sempre, teria ficado escondido – dos outros mas também de si mesmo, daquele que poderia vir a ser.
No fim, não foi em busca de seu lar que ele partiu, carregado pelas ondas numa jangada, mas daquilo que poderia ser tornar. Observando-o se afastar  pouco a pouco, remando lentamente, até Calipso entendeu a escolha que Ulisses fez.

sábado, 16 de julho de 2011

PAIS SUPERPROTETORES, FILHOS REBELDES.

Um congresso sobre pedagogia e casamento realizado na França em 1894 tinha entre suas conclusões a seguinte afirmação:
Nestes fins de século (XIX), difíceis para a família e o matrimônio, os casais que têm crianças sob sua responsabilidade se encontram tão inseguros e têm tanto medo do futuro que tende a proteger obsessivamente seus filhos de qualquer problema que possam ter. Mas é necessário alertar que essa tendência é muito perigosa, pois, se os pais fizerem isso com tanta paixão, os filhos nunca aprenderão a resolver os problemas sozinhos.
Se não formos capazes de reverter tal atitude, teremos no final do século XX, milhões de adultos com a lembrança de infâncias e adolescências maravilhosas e felizes, mas com um presente penoso e um futuro repleto de fracassos.
Jorge Bucay, médico e psicólogo argentino, comenta em seu livro QUANDO ME CONHECI, que esse prognóstico, concebido há mais de 100 anos, surpreende por sua precisão.
Nós, os pais – principalmente os do final do século XX -, desenvolvemos um comportamento mais anulador do que cuidadoso e mais temeroso do que protetor em relação aos nossos filhos. Ao invés de prepará-los para resolver os seus conflitos e suas dificuldades, nós dedicamos a dar-lhes uma infância com facilidades e sem frustrações, com muitas idas aos shoppings em busca de presentes que pudessem  compensar a nossa ausência, justificada  pelos inúmeros compromissos de trabalho.
Apesar das falhas cometidas na educação dos filhos, nós permitimos que se rebelassem, muitas vezes, contra tudo e contra todos.
É bom lembrar que nós, os pais, em sua grande maioria somos oriundos de famílias tradicionais, em que a rebeldia dos infantes não era permitida, principalmente, nos momentos em que os pais usavam a frase tradicional da época: “Cala boca, pirralho!”
Existem filhos que antes de aprenderem a balbuciar a palavra “papai”, aprenderam a perguntar: ”Por quê”. A partir daí surgiu uma geração de crianças e jovens contestadores.
Fomos nós que lhes ensinamos essa rebeldia, especialmente nos momentos em queríamos impor a nossa maneira tradicional de ver as coisas.
Provavelmente, essa é uma grande contribuição que possamos atribuir à nossa geração de pais que de forma indireta, ajudou a formar uma legião de jovens questionadores e conscientes de seu papel em uma sociedade competitiva e consumidora de bens e serviços, refém de um sistema corporativo manipulado pelo marketing agressivo, cuja palavra de ordem é comprar, comprar e... comprar.

EDUCAÇÃO: ENSINO E APRENDIZAGEM.

Jorge Bucay, médico e psicólogo argentino, em seu livro QUANDO ME CONHECI, afirma que uma parte importante de todo o conhecimento adquirido ao longo da vida é transmitida dos pais para os filhos.
Poderemos chamar esta “educação de formal,” que é transmitida por meio de ordens, conselhos, prêmios e castigos. A educação “não formal” é transmitida pelo que não é dito e é fundamental, porque as crianças têm uma tendência natural de imitar o que veem, principalmente, os exemplos dados pelos adultos.
Existe uma outra forma de ensino que se transmite de geração para geração, incluindo o que está contido em nosso material genético. Atualmente, os estudiosos do comportamento humano reconhecem que existe um verdadeiro manancial de informações que já fazem parte do nosso DNA, que colabora de  forma incisiva, juntamente com as influências emanadas de nossa sociedade, na montagem de nossas estruturas morais, éticas e sociais.
Da mesma forma, os nossos filhos terão a tarefa de levar o nosso legado além de onde nossas limitações o deixaram. E seus futuros filhos terão o compromisso de levar todos estes conhecimentos para gerações seguintes.
Em um mundo expressamente competitivo, em que as mudanças são vertiginosas, todo este aprendizado transmitido às novas gerações, cria uma condição singular de sobrevivência e perpetuação da espécie humana.
Nós fomos criados segundo a velha metáfora que dizia que educar não era dar o peixe, e sim ensinar a pescar. Hoje, em dia este pensamento continua a vigorar como se estivesse realmente adaptado aos novos tempos. Mas, na realidade, não está.
Se, por exemplo, hoje eu der uma vara de pescar ao meu filho e o ensino a pescar, provavelmente, em sua fase jovem, os meus ensinamentos relacionados ao assunto serão suficientes para que ele possa até sobreviver com a arte da pesca.
No entanto, em sua fase adulta, pode ser que não haja mais peixes para pescar, talvez, a forma ensinada não seja mais adequada à captura dos  mesmos.
Logo, penso que a tarefa dos pais, neste momento, é ensinar os filhos a criar e construir suas próprias ferramentas: fabricar sua própria vara, tecer sua própria rede , inventar suas modalidades de pesca. Com isso, é necessário admitir com bastante humildade que ensiná-lo a pescar não será suficiente para enfrentar os novos desafios de um mundo em transição.
Esta dificuldade dos pais em treinar os seus filhos para os problemas que enfrentarão no século XXI está ficando cada vez mais evidente em função do tempo em que o conhecimento humano se duplica. A diminuição progressiva do tempo de duplicação, que atualmente é de cerca de 20 anos, é uma das causas das crises existenciais entre pais e filhos.
Logo, por mais que os tempos sejam de mudanças, não poderemos deixar de passar aos nossos descendentes, um legado moral e ético em  que o respeito e a honestidade sejam marcos fundamentais na construção de uma nova sociedade.

CARREIRAS EM ALTA.

Fonte de consulta: Revista Veja – junho de 2011.
I – INTERNET:
·         Analista de Redes Sociais: Monitora a imagem de uma empresa na internet.
Desenvolve planos de comunicação e marketing, produz informação para as redes sociais, como Twitter e Facebook. Salário inicial: 5.000,00.
·         Analista de palavra-chave (SEO): Estabelece estratégias eletrônicas para colocar determinada página entre as primeiras a aparecer em pesquisas nas ferramentas de busca, como Google e Yahoo. Salário inicial: 4.000,00.
·         Gerente de E-Commerce: Atua nos processos de logística, de compra  e venda de produtos e de cobrança. Salário inicial: 6.000,00.
·         Especialista em Ferramentas de Inovação: Cria sites, aplicativos ou games para identificar desejos e necessidades do consumidor. A partir dos resultados, desenvolve novos produtos.
II – CIÊNCIAS:
·         Biotecnólogo: Desenvolve produtos a partir de culturas de bactérias e plantas, tanto para a  área médica, como vacinas e remédios, como para as indústrias de bebidas e de alimentos. Na agroindústria, aprimora as lavouras e recupera áreas degradadas. Salário inicial: 6.000,00.
·         Bioinformata: Lê e interpreta dados de equipamentos ultramodernos, como as máquinas de seqüenciamento de DNA. Salário inicial: 6.000,00.
·         Geofísico: Trabalha na prospecção de petróleo, lençóis freáticos e jazidas de minério e na avaliação do solo para a construção de túneis e rodovias. Salário inicial: 3.500,00.
III – ENGENHARIA:
·         Engenheiro de Petróleo: Trabalha na prospecção de petróleo, nas atividades de refino e na logística (transporte, distribuição e comercialização dos produtos). Salário inicial: 6.000,00.
·         Engenheiro de Energia: Planeja e desenvolve sistemas de geração de energia, transmissão, distribuição e uso de energia tradicional ou renovável. Salário inicial: 3.000,00.
IV – MEIO AMBIENTE:
·                Consultor em Sustentabilidade: Estuda o impacto ambiental de um empreendimento e apresenta soluções para minimizá-lo. Também aconselha seus clientes a adotar postura sustentáveis para fortalecer a imagem da companhia. Salário inicial: 5.000,00.
·                Hidrólogo: Avalia o potencial energético e o impacto ambiental de hidrelétricas, elabora políticas para redução do consumo e busca soluções para irrigação agrícola. Salário inicial: 6.000,00.
    

QUATRO DICAS PARA QUEM ESTÁ ENTRANDO NO ENSINO SUPERIOR

A saída do Ensino Médio e o início dos estudos em uma instituição de ensino superior representam uma grande mudança para a vida do jove...